Folha Oeste




Um barril de pólvora chamado Colômbia

22/03/2021

Altos índices de violência, conflito pela independência judicial e a falta de avanços na implementação do processo de paz esbarram neste ano em um processo eleitoral que já marca a vida política e pública do país. Dizer que nos últimos anos houve na Colômbia algo semelhante a uma calma inquieta seria um equívoco. Os altos índices de violência, os conflitos relativos à independência judicial e a falta de avanços na implementação do processo de paz derrubariam qualquer raciocínio sobre uma hipotética tranquilidade. O problema é que a tudo isso, hoje em dia, se somaram doses ainda maiores de incerteza: a sanitária, decorrente da pandemia, certamente; mas também a econômica, com um alarmante aumento da miséria e um persistente problema de caixa. Tudo isso acaba sendo amplificado pelas eleições de 2022, o que volta a situar a Colômbia em um momento que costuma ser recorrente na sua história, quando tudo parece estar prestes a ir pelo ares… e acaba por se apaziguar. A tensão é palpável no ambiente e também nas conversas, como as mantidas recentemente com uma série de altos dirigentes políticos e analistas que permitem enxergar uma série de chaves em meio às incertezas do próximo ano. (Quase) todos contra Petro. As eleições de 2022 já permeiam todos os aspectos e decisões da vida pública colombiana. Se em qualquer outro lugar do mundo o desenho dos possíveis candidatos já estaria definido a esta altura, elaborar um diagrama desses na Colômbia seria uma quimera, porque o arrevesado processo de consultas partidárias pode elevar o número de aspirantes a quase 20, para afinal se reduzirem a não mais do que cinco com chances no primeiro turno do pleito presidencial, marcado para maio de 2022, dois meses depois das eleições para o Congresso. A única certeza, à direita e à esquerda, é que Gustavo Petro é o rival a bater. O ex-prefeito de Bogotá, ex-guerriheiro do grupo M19, empreendeu uma virada rumo ao pragmatismo semelhante à que levou Andrés Manuel López Obrador à presidência mexicana em 2018, atraindo políticos de todas as colorações e, acima de tudo, estruturando poderosas redes clientelistas e tratando de espantar o medo que muitos setores, principalmente econômicos, demonstram com a perspectiva de ver pela primeira vez na história um esquerdista como presidente da Colômbia. No centro progressista, a aposta do ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo, novamente tentando a presidência, se mostra tão certeira como a quantidade de senões que afloram cada vez que seu nome é mencionado. A expectativa de que o ex-ministro da Saúde Alejandro Gaviria também se lance é tão grande quanto os desafios que ele teria pela diante: primeiro, se convencer dessa decisão; depois, somar a estrutura de partidos como Liberal e o Verde, à custa de um alto preço para a sua campanha. Do lado conservador, prenuncia-se uma grande aliança, sem que esteja claro o peso que teria o candidato do Centro Democrático, o partido atualmente no poder, liderado com pulso firme pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Vacinação lenta. Como a maioria dos países latino-americanos, com a exceção do Chile, a Colômbia sofre um atraso considerável tanto na chegada como na aplicação das vacinas contra a covid-19. Longe de clamar contra os países mais desenvolvidos ou a indústria farmacêutica, o presidente Iván Duque apresenta uma mensagem otimista que se choca com os dados. Nesta semana, a Colômbia superou a simbólica barreira de um milhão de vacinados, ou cerca de 2 doses por 100 habitantes, aproximadamente a metade da marca do México, por exemplo, embora com um ritmo mais rápido, já que a Colômbia começou mais tardiamente a aplicar as doses. Para vacinar 70% da população até o final do ano, o objetivo estabelecido pelas autoridades, será preciso aplicar 200.000 vacinas por dia. Até agora, o recorde foi de 109.000 inoculações por dia, e nesta última semana o ritmo foi de aproximadamente 50.000 aplicações por dia. Uma reforma tributária, camuflada de social. A Colômbia será o primeiro país da região―certamente outros a seguirão― a implementar uma reforma tributária, tão necessária como tardia para muitos. Será um dique de contenção com os mercados para tentar manter o grau de investimento, mas também um estopim para a insatisfação popular, razão pela qual o conceito de tributária assusta o Executivo, que prefere descrever a reforma como social. O fato é que o Governo vai precisar arrecadar mais dinheiro para poder oferecer aos cidadãos as ajudas que pretende, mas atualmente 40% dos produtos são isentos de IVA (imposto sobre produtos e serviços). O presidente Iván Duque promete que não haverá taxação a alimentos de consumo diário, mas não consegue dar uma explicação convincente para as dúvidas geradas por essa reforma que, claramente, esbarrará em um Congresso mergulhado no processo eleitoral. Fonte: El País

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