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testONU diz que países devem dobrar metas climáticas para evitar “catástrofe”




ONU diz que países devem dobrar metas climáticas para evitar “catástrofe”

28/10/2021
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Segundo a organização, programas atuais conduzem a um aquecimento de 2,7 graus. A entidade critica o fato de que menos de 20% dos gastos globais com a recuperação sejam realmente "verdes". Depois da parada forçada pela pandemia em 2020, a mudança climática está de volta ao topo da agenda internacional. O retorno é confirmada pela conferência de cúpula sobre o clima, que começa no domingo (31), na cidade escocesa de Glasgow. O fórum durará duas semanas. No entanto, o mundo chega à COP26, que teve de ser adiada por um ano devido à covid-19, com a mesma certeza que havia antes que o coronavírus paralisasse a economia mundial e fizesse alguns pensarem que as coisas fossem mudar também na luta climática: os planos de redução da emissão de gases de efeito estufa que os países têm sobre a mesa continuam sendo insuficientes para que o aquecimento fique dentro das margens mais seguras. As nações como um todo devem dobrar suas promessas de redução para esta década, segundo um relatório apresentado nesta terça-feira pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma). A análise também destaca que apenas entre 17% e 19% dos investimentos realizados até o primeiro semestre deste ano para sair da crise econômica gerada pela pandemia são realmente verdes e ajudarão a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo continua “caminhando para uma catástrofe climática”. E criticou a falta de liderança internacional nessa luta. “O futuro da humanidade depende de manter o aumento da temperatura global em 1,5 grau”, ressaltou. Manter o aumento da temperatura entre 1,5 e 2 graus em relação aos níveis pré-industriais é o principal objetivo do Acordo de Paris, de 2015. Todos os signatários apresentaram planos voluntários para reduzir suas emissões de efeito estufa ao selar aquele pacto. Mas o aquecimento médio já chegou já a 1,1 grau e a soma dos programas climáticos das nações não fica dentro da meta de Paris. Por essa razão, os países precisam aumentar seus esforços. Cerca de 120 países atualizaram seus planos durante o último ano. Os novos programas preveem que as emissões sejam reduzidas em 7,5% a mais do que o nível com que os países tinham se comprometido um ano antes. No entanto, é necessária uma diminuição entre 22% e 50% maior do que as nações estabeleceram para 2030, segundo o relatório do Pnuma. Isso porque, por enquanto, esses planos conduzem o mundo para um aquecimento de 2,7 graus, bem maior que o dobro do registrado até agora. Quanto maior for o aquecimento global, mais violentos e frequentes se tornarão os fenômenos meteorológicos extremos, como ondas de calor e chuvas torrenciais. Após décadas de emissões crescentes devido principalmente ao aumento incessante da queima de combustíveis fósseis, a mudança climática não pode ser revertida agora. O que se tenta há anos em encontros de cúpula como o de Glasgow é evitar os piores efeitos desta crise em que a humanidade já está. Para isso, as emissões devem ser reduzidas progressivamente até chegar a zero em meados deste século —a forma para conseguir que o aumento da temperatura fique entre 1,5 e 2 graus. No entanto, à medida que os anos passam sem ações contundentes, a janela de oportunidade para alcançar esse objetivo se fecha cada vez mais. A meta para meados do século é zerar essas emissões. Mas os estudos científicos definiram o caminho a curto e médio prazo que o mundo deve seguir para ter uma alta probabilidade de evitar que a temperatura ultrapasse o limite de dois graus: para isto, em 2030 as emissões anuais da economia global devem ficar em torno de 39 gigatoneladas de CO₂ equivalente (a unidade de medida usada para os gases de efeito estufa). Para alcançar o objetivo mais ambicioso, o de não ultrapassar 1,5 grau, essas emissões devem ficar em 25 gigatoneladas. No entanto, na melhor das hipóteses, os planos climáticos atualizados dos países levam a emissões mundiais de 50 gigatoneladas. “Sabemos que o futuro da humanidade depende de manter o aumento da temperatura global em 1,5 grau”, insistiu Guterres. “E sabemos também que, até agora, os países não estão conseguindo manter esse objetivo ao seu alcance”, acrescentou o secretário-geral. Anne Olhoff, a coordenadora do relatório, reconhece que a cada ano que passa “se torna menos realista” o cumprimento da meta de 1,5 grau. “E isso se tornará impossível dentro de alguns anos, a menos que a ação seja significativamente acelerada”, diz Olhoff ao EL PAÍS. Fonte: El País

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